G. Dias admite que recebeu alertas da Abin em 8 de janeiro - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

G. Dias admite que recebeu alertas da Abin em 8 de janeiro

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Ex-ministro do GSI afirmou também que tinha 900 homens de prontidão

Durante audiência realizada nesta quarta-feira (16), o general Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), confirmou que recebeu “informes” da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre os protestos ocorridos em 8 de janeiro de 2023.

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Ao responder a questionamentos da defesa de Filipe Martins, investigado por suposta tentativa de golpe, o general disse que os alertas “foram repassados à Secretaria de Segurança Presidencial”, vinculada ao GSI, e lavou as mãos.

“Foram mensagens repassadas por WhatsApp pelo diretor-adjunto da Abin, antes mesmo de a nomeação oficial do diretor da agência ser feita pelo presidente da República”, disse. Ele também afirmou que a estrutura do órgão contava com aproximadamente 900 homens com atribuições voltadas à segurança do presidente e instalações presidenciais.

Ao ser questionado pelo advogado Igor de Araújo Monteiro, o general alegou também que não recebeu informações da PM do Distrito Federal, da Polícia Federal ou do Ministério da Justiça sobre ameaças concretas.

Ocorre que o general não participou e nem enviou representante para as reuniões de análise e preparação para o 8 de janeiro, embora tenha sido convidado. Ele afirmou, porém, que o plano Escudo do Planalto, previsto para proteção do Palácio do Planalto e das instalações presidenciais, estava ativo.

Segundo ele, esse plano previa barreiras policiais e atuação do Batalhão da Guarda Presidencial, com tempo estimado de resposta de cerca de 15 minutos entre o quartel e o Planalto.

O general relatou que chegou ao Palácio por volta das 14h, quando os manifestantes já avançavam em direção à Praça dos Três Poderes. “Quando cheguei, os baderneiros já estavam descendo na frente do Ministério da Justiça”, afirmou.

Questionado sobre uso da força e comando das tropas, G. Dias explicou que a Secretaria de Segurança Presidencial era responsável pelas ações e estava sob o comando do general Feitosa. Confirmou que o efetivo do Comando Militar do Planalto estava presente e que reforços foram acionados três vezes.

O ministro Alexandre de Moraes encerrou a audiência após embate entre Chiquini e a testemunha, destacando que o advogado estava interrogando indevidamente o general.

 

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