O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta segunda-feira (20) que o nome do candidato a vice-presidente não deve ser anunciado inicialmente durante a convenção partidária.
A declaração foi dada à imprensa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.
Segundo Marinho, o partido pretende aguardar o avanço das negociações com outras legendas antes de definir a composição completa da chapa.
“No princípio não será anunciado. Nós temos até o dia 15 de agosto. Estamos conversando com outros partidos e essa decisão só ocorrerá quando tivermos um quadro mais claro de qual será a nossa política de aliança e a nossa composição partidária”, afirmou.
O senador explicou que a escolha do vice dependerá do cenário das alianças construídas pelo partido e dos nomes apresentados pelas legendas que poderão integrar o projeto eleitoral.
“A partir daí é que nós vamos olhar, dentro dos quadros que existem em cada partido, quais aqueles que se adequam ao perfil que nós achamos desejado”, disse.
Questionado sobre se as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) dificultam as articulações políticas, Marinho afirmou que o cenário atual prejudica o ritmo das negociações.
“Estamos passando por um momento que, na nossa opinião, desequilibra o pleito de uma forma muito violenta”, declarou.
O líder da oposição no Senado comparou a situação de Bolsonaro com o período em que o presidente Lula (PT) esteve preso durante a Operação Lava Jato.
“Ele recebeu centenas de pessoas, fez pronunciamentos, deu entrevistas, publicou cartas, orientou o partido e definiu quem eram os candidatos e de que maneira deveriam se comportar. Agora estamos vendo um verdadeiro sepultamento do ponto de vista político, que é se calar por todo custo o presidente Bolsonaro”, afirmou.
Segundo Marinho, a dificuldade de comunicação com Bolsonaro interfere diretamente nas negociações que antecedem a convenção partidária.
“Isso se reflete na velocidade e na agilidade necessárias das negociações que antecedem a convenção e posteriormente a ela”, disse.
O senador também afirmou que a pré-campanha de Flávio trabalha para ampliar o número de palanques estaduais em comparação com a eleição de 2022.
“Nós vamos ter seguramente o dobro de palanques que tivemos em 2022. Estamos conversando com mais de três ou quatro estados, mas com certeza vamos ter mais do que o dobro do que tivemos em 2022”, afirmou.
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