Mantido preso ilegalmente por mais de seis meses, sem qualquer indiciamento ou denúncia formal, alvo de tortura psicológica e pressão para construir uma narrativa falsa contra Bolsonaro.
Essa é a conclusão do advogado Jefferson Chiquini sobre seu cliente Filipe Martins, após audiência hoje à tarde no Supremo em que questionou Mauro Cid sobre diferentes aspectos da acusação da PGR.
“Como advogado de Filipe Martins, afirmo com absoluta convicção: meu cliente foi mantido preso ilegalmente por mais de seis meses, sem indiciamento, sem denúncia, sob pressão e sob tortura, com base numa acusação tão absurda quanto falsa, uma viagem que ele jamais realizou e que ele sequer era proibido de realizar. Hoje o Brasil todo sabe disso. E, como essas ilegalidades foram expostas publicamente a todos, o Filipe segue sob censura, sem poder se manifestar, sem poder conceder entrevistas e é proibido até de ser filmado ou fotografado”, disse.
Segundo Chiquini, há uma tentativa deliberada de tentar esconder o caso de Filipe “porque ele se tornou o exemplo vivo de todas as ilegalidades que temos enfrentando neste momento tenebroso do nosso país”.
“Perseguições política, prisões arbitrárias, tentativas de forçar delações falsas para implicar alvos políticas, censura e outros ataques sistemáticos às liberdades e garantias fundamentais. Filipe foi preso para forçá-lo a delatar mentiras. Foi pressionado para construir uma narrativa contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Resistiu. Foi colocado numa solitária, mas não cedeu. Deixou claro que preferia morrer na cadeia a acusar falsamente pessoas inocentes. E agora, por ter resistido, tentam silenciá-lo.”
O advogado encerra sua nota pública questionando até quando o país continuará a permitir esse tipo de abuso, razão do tarifaço anunciado por Donald Trump ao Brasil.
“Até quando essas ilegalidades persistirão? Até quando meu cliente será mantido em prisão domiciliar, proibido até de existir, apenas porque a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República não sabem como esconder as ilegalidades cometidas contra ele? Essa é a face do Brasil que hoje choca o mundo e que, infelizmente, já começa a cobrar um preço alto — político, moral, diplomático e econômico — de todo o Brasil.”
