Jaime Junkes, condenado a 14 anos de prisão pelos atos de 8 de Janeiro, seguirá em regime fechado na Papuda. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou pedido da defesa para prisão domiciliar, mesmo com o réu enfrentando câncer de próstata e problemas cardíacos.
Os advogados argumentaram que Junkes precisa de acompanhamento médico constante. “Jaime é portador de doença grave (câncer de próstata e problemas cardiológicos, além de outras comorbidades igualmente graves), cujo tratamento está em andamento”, afirmaram em petição.
Apesar da negativa para a prisão domiciliar, Moraes determinou que o preso receba atendimento médico dentro do sistema penitenciário. “O pedido de prisão domiciliar, portanto, deve ser indeferido. No entanto, impõe-se a concessão de autorização de saída para tratamento médico”, diz a decisão.
Junkes havia conseguido prisão domiciliar antes da condenação, devido à saúde debilitada. Na época, usava tornozeleira eletrônica e só podia sair para consultas médicas. Com a sentença definitiva e sem possibilidade de recurso, Moraes revogou o benefício e determinou o cumprimento da pena na Papuda.
Ele foi condenado por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada. Do total da pena, 12 anos e 6 meses são em regime fechado, e 1 ano e 6 meses podem ser cumpridos no semiaberto ou aberto.
