Em conversa com jornalistas, o ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a se pronunciar há pouco sobre a chamada “minuta do golpe”. Ele também negou ter articulado a convocação de conselhos para o Estado de Defesa ou assinado qualquer documento relacionado a uma possível intervenção no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp“Conversamos: o que podemos fazer pelas quatro linhas? Chegamos à conclusão: nada! Tanto é que não convoquei os conselhos, não assinei absolutamente nada”, afirmou o ex-presidente. “Você pega a minuta do golpe encontrada na casa do Anderson [Torres]. Tem um primeiro parágrafo, meia dúzia de linhas, que fala que seria uma intervenção, via Estado de Defesa, no TSE. O resto, duas páginas, é cópia da própria Constituição. Não estavam ali os considerandos”, continuou.
Bolsonaro também questionou a narrativa de que o documento configuraria uma tentativa de golpe. “Qualquer possibilidade de Defesa, Sítio, além de convocar, na mensagem tem que ter os considerandos, o porquê de se querer fazer aquilo. Teve? Eu não vi lá. Chamar aquilo de minuta de golpe?”, indagou.
De acordo com ele, o documento já circulava na internet há quase um ano antes de ser encontrado pelas autoridades.
“E logo depois, quando fizeram a terceira busca e apreensão, que foi em cima do PL, em cima de mim também, a imprensa anunciou: ‘encontraram minuta de golpe do Anderson na mesa do Bolsonaro’. Sim! Eu havia requerido, meu advogado havia requerido, mandou para mim, eu imprimi. Eu queria saber o que era isso”, afirmou.
Mais cedo, o ex-presidente e aliados se tornaram réus no Supremo Tribunal Federal (STF) acusados de uma suposta tentativa de golpe de Estado.
