Veja: Oposição reage a condenação de Bolsonaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Veja: Oposição reage a condenação de Bolsonaro

Bolsonaro em prisão domiciliar. Foto: Cristiano Mariz
Bolsonaro em prisão domiciliar Justiça do DF determinou ao ex-presidente o pagamento de honorários à defesa de Boulos após perder ação por danos morais. Foto: Cristiano Mariz

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Deputados e senadores criticam decisão e falam em anistia ampla após julgamento no STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria agora há pouco (11) para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por organização criminosa. O placar chegou a 4 a 1 após o voto do ministro Cristiano Zanin, consolidando a posição da Corte pela condenação. A defesa ainda poderá apresentar embargos de declaração, recurso que deve ser analisado pela própria Turma.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

A decisão provocou reação imediata entre parlamentares da oposição, que criticaram o julgamento e reforçaram a defesa de anistia ampla para os investigados.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, disse à agência de notícias Reuters que espera que mais sanções sejam aplicadas pelos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.

O parlamentar alertou que todos os ministros do STF que votaram pela condenação do pai podem enfrentar sanções sob a Lei Magnitsky, que já foi aplicada anteriormente pelo governo Trump contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

O deputado Sanderson (PL-RS) afirmou: “O que vemos é um absurdo por completo. Um jogo de cartas marcadas contra o presidente Jair Bolsonaro.”

Rodrigo Valadares (União-SE) declarou: “É um verdadeiro teatro o que está acontecendo. Isso é tudo menos uma democracia e Fux expôs isso em seu voto.”

Rodolfo Nogueira (PL-MS) disse: “O Brasil assiste estarrecido o show de horrores que está ocorrendo na primeira turma. Uma verdadeira injustiça contra o presidente Bolsonaro.”

Para o deputado Coronel Tadeu (PL-SP), o julgamento representa “tamanha inversão de valores”:
“Nunca se viu tamanha inversão de valores. Enquanto criminosos são soltos, querem destruir um presidente inocente.”

Durante a sessão, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) disse que a condenação de Jair Bolsonaro representa “um momento grave para a democracia”. Ela afirmou que a decisão coloca em risco a liberdade de expressão no país e destacou que a oposição continuará a denunciar o que considera “abusos” cometidos pelo Supremo.

“Mas isso não vai parar a direita, pelo contrário. Estaremos cada vez mais fortes para trabalhar pela anistia de todos os presos políticos de nossa Nação. Vamos avançar pelo desenvolvimento do nosso país e contra o atraso. O maior líder político popular da América Latina não estará sozinho. Estamos com você, Bolsonaro”, disse.

O líder da oposição na Câmara, deputado Luciano Zucco (PL-RS), disse que a resposta do Congresso será propor e aprovar uma anistia “ampla, geral e irrestrita”.

Já o deputado Evair de Mello (PP-ES) classificou o voto da ministra como “uma mancha na história do STF” e defendeu que a defesa de Bolsonaro apresente recurso.

A Minoria da Câmara dos Deputados divulgou uma nota oficial em repúdio à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados. O texto acusa a Corte de ter armado um julgamento político e de ter violado princípios constitucionais básicos.

“Bolsonaro não foi julgado com imparcialidade. Foi vítima de um processo vergonhoso e viciado, marcado por acusações frágeis, ausência de provas consistentes e desrespeito a princípios constitucionais como o juiz natural, a imparcialidade e a ampla defesa”, afirma o documento.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), também se manifestou sobre as condenações. No texto, ele voltou a defender a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e criticou a forma como o julgamento foi conduzido.

“Mais uma vez, lamento profundamente a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Digo ‘mais uma vez’ porque essa condenação já havia sido, de certa forma, antecipada: primeiro, quando lhe foi negado o direito de se defender publicamente; depois, quando até o seu direito de ir e vir foi restringido”, afirmou.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade