Interpol pede a Moraes mais provas que justifiquem medidas contra Allan dos Santos - Claudio Dantas
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Interpol pede a Moraes mais provas que justifiquem medidas contra Allan dos Santos

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Por Redação

A Interpol e o Departamento de Estado dos Estados Unidos contrariaram o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e rejeitaram pedidos do magistrado para perseguir o jornalista Allan dos Santos fora do Brasil. O ministro tentou incluir o nome de Allan em um alerta vermelho da Interpol e pediu sua extradição para o Brasil, mas as duas instituições consideraram frágeis as provas apresentadas.

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Alvo de investigações conduzidas por Moraes, Allan se mudou para os EUA em 2020. Um ano depois, o ministro determinou sua prisão preventiva e solicitou sua extradição. Moraes o acusa de lavagem de dinheiro, organização criminosa e incitação aos crimes de calúnia e difamação, sob a alegação de que o jornalista “tentava desestabilizar a democracia brasileira”. Allan nega os crimes e afirma ser vítima de censura.

A Interpol não aceitou incluir o nome de Allan na lista de difusão vermelha, mecanismo que alerta polícias do mundo todo sobre foragidos. O pedido brasileiro, comandado por Moraes, foi rejeitado por falta de fundamentação. A polícia internacional chegou a pedir mais informações em dezembro de 2021 e julho de 2022. A resposta do gabinete de Moraes, segundo documentos obtidos, foi que ele “não estava em condições de fornecer mais informações”. O caso demonstra que o processo foi visto como inconsistente até mesmo por um órgão técnico de cooperação policial internacional.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos também exigiu provas mais consistentes para dar andamento ao processo de extradição. O governo norte-americano notificou o STF em fevereiro de 2023, após cobrança de Moraes, informando que havia “carência de provas” nas acusações contra Allan dos Santos. O jornalista reside legalmente nos EUA desde 2020 e tem denunciado perseguição política e censura do Judiciário brasileiro.

Moraes sustenta que Allan usou suas redes sociais para questionar a integridade das eleições de 2022 e que isso teria servido como “meio de arrecadação financeira”. O relatório da Polícia Federal que embasa essa narrativa é de setembro de 2021, anterior à eleição presidencial.

Apesar das acusações, Allan dos Santos permanece em solo americano, enquanto Moraes tenta, sem sucesso, obter respaldo internacional para suas decisões.

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