O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que se acostumou a exercer sua autoridade de forma unilateral e sem contestacão dentro do Brasil, encontrou agora um adversário mais forte: os Estados Unidos. Durante o programa Alive, desta quinta-feira (27) especialistas apontaram que a recente crise diplomática entre Brasil e EUA será agrava pela nota do Itamaraty que, segundo eles, parece ter sido redigida pelo próprio Moraes, colocando o governo brasileiro em rota de colisão com a maior potência do mundo.
Marcos Degaut, analista de segurança internacional, destacou que o Brasil, através do Itamaraty, “urdiu a própria corda com a qual vai se enforcar”, ao escalar um litígio entre o STF e uma empresa para um conflito direto entre Estados. “A diplomacia brasileira, que agora serve de ventríloquo para Alexandre de Moraes, está completamente sem rumo”, afirmou.
O jornalista Eli Vieira comparou Moraes ao capitão Ahab de Moby Dick, dizendo que sua “obsessão” pelo jornalista exilado Allan dos Santos já está causando danos internacionais. “A Interpol e o FBI já recusaram os pedidos de prisão. Não existe crime de opinião. Mas Moraes insiste em caçar Allan, custe o que custar”, afirmou.
Carol Sponza, advogada constitucionalista, reforçou que a nota do Itamaraty pode ter sido “proposital” para envolver o governo Lula na briga, algo que até então estava restrito ao STF. “Se Trump resolver revidar à altura, nós só vamos perder”, alertou. Ela lembrou ainda que a Câmara e o Senado americanos são de maioria republicana, e medidas contra o Brasil podem avançar rapidamente.
“Estamos vendo a liberdade de expressão ser atacada e a economia destruída. Sem esses dois pilares, não existe democracia”, afirmou Hugo Queiroz, analista financeiro.
O recado dado no programa Alive é claro: Moraes e o governo Lula subestimaram a força dos EUA e podem acabar pagando caro por essa arrogância.
