Servidores públicos que já podem se aposentar, mas continuam na ativa, terão aumento nos valores de férias e 13º salário. A decisão é do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou a inclusão do abono de permanência no cálculo desses benefícios.
O abono é pago como forma de compensar a contribuição previdenciária que o servidor continua recolhendo ao optar por seguir trabalhando. O valor do desconto é devolvido pela União.
Segundo o Painel Estatístico de Pessoal, o governo federal pagou R$ 1,8 bilhão em abonos de permanência em 2023. Em 2024, o valor já soma R$ 770 milhões. Com a decisão do STJ, a expectativa é de aumento de R$ 150 milhões anuais no pagamento do 13º e de R$ 50 milhões nas férias.
A Advocacia-Geral da União (AGU) contestou a inclusão do abono na base de cálculo dos benefícios, alegando que se trata de verba temporária. A relatora do caso, ministra Regina Helena Costa, rejeitou o argumento.
“Referida verba caracteriza-se por ser um acréscimo permanente à remuneração do servidor até que venha a inativação, pois se incorpora ao patrimônio jurídico de forma irreversível, não possuindo caráter transitório e temporário”, afirmou a ministra.
Atualmente, 68 mil servidores federais recebem o abono de permanência, o que representa 11,9% do total. O benefício existia no regime geral da Previdência até 1994, quando ficou conhecido como “pé na cova”.
