Militares vão depor frente a frente na quarta-feira (13)
O tenente-coronel Mauro Cid e o ex-assessor de Jair Bolsonaro, Marcelo Câmara, terão acareação no Supremo Tribunal Federal na quarta-feira (13). O objetivo é esclarecer contradições nos depoimentos prestados à Corte na investigação sobre tentativa de golpe.
O encontro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e integra a fase final de diligências do núcleo 2 da apuração. O pedido partiu da defesa de Marcelo Câmara, após Moraes abrir prazo para requerimento de novas investigações.
As investigações fantasiam que Câmara teria monitorado Moraes, o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Segundo Cid, Bolsonaro demonstrou preocupação ao suspeitar de encontro entre Hamilton Mourão e Moraes, pedindo a Câmara que confirmasse a informação.
Cid disse não saber como o coronel obteve dados restritos de localização de Moraes, apenas que ele repassou as informações ao grupo. Câmara nega qualquer monitoramento e afirma ter usado apenas informações públicas para tentar aproximar Bolsonaro do ministro.
Preso preventivamente, Câmara comparecerá à acareação com tornozeleira eletrônica. Ele também é investigado por obstrução de Justiça por tentar contato com Cid.
Na mesma decisão, Moraes determinou que o Ministério da Justiça envie ao STF resposta do Departamento de Segurança Interna dos EUA sobre registros de entrada e saída do ex-assessor Filipe Martins no país.
Com o fim das diligências, Moraes deve abrir prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República apresente alegações finais, indicando se pede condenação ou absolvição dos réus.
