Justiça mantém rapper Oruam preso por tentativa de homicídio - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Justiça mantém rapper Oruam preso por tentativa de homicídio

Relatório aponta que Oruam intermediou conversas entre líderes do CV e TCP e usou o status de artista para esconder atuação no tráfico
Foto: Reprodução

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Desembargadora nega habeas corpus e reforça necessidade da prisão para garantir a ordem pública

A Justiça do Rio de Janeiro negou, nesta quarta-feira (6), o pedido de habeas corpus feito pela defesa do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. A solicitação visava substituir a prisão preventiva por medidas alternativas.

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Oruam foi preso por jogar pedras em policiais civis no dia 21 de julho, na tentativa de ajudar um investigado a fugir de sua residência, no bairro do Joá, zona oeste do Rio. Ele responde por tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz.

A prisão foi efetuada em 31 de julho. Desde segunda-feira (4), o artista divide cela no complexo penitenciário de Bangu com detentos ligados ao Comando Vermelho.

No pedido de habeas corpus, a defesa alegou ilegalidade na custódia e apontou falhas na ação policial. A desembargadora Marcia Perrini Bodart, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, rejeitou os argumentos e citou a conduta do rapper.

“A postura audaciosa de Mauro, vulgo Oruam, incluindo desacato e ameaças aos agentes das forças policiais não se deu somente pelas redes sociais, mas também pessoalmente (…), sendo extremamente grave e dela se denota que em futuras ocasiões atuará da mesma forma, sendo necessária a prisão para a garantia da ordem pública”, diz o trecho destacado na decisão.

A defesa nega a acusação de tentativa de homicídio. “Mauro não atentou contra a vida de ninguém, e isto será devidamente esclarecido nos autos do processo que trata dos fatos”, afirmou o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves, em nota.

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