A 2ª Turma do Supremo STF confirmou, na terça-feira (17), por 3 votos a 2, a validade das provas contra Fernando Cesar Rezende Bregolato, acusado de atuar como doleiro na Operação Lava Jato.
Denunciado em 2019, Bregolato teria usado empresas de fachada e offshores para receber 519 mil dólares em 14 transferências bancárias entre 2010 e 2014. De acordo com O Bastidor, as transações, segundo delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, faziam parte de um esquema com o cônsul honorário da Grécia, Konstantinos Kotronakis, para facilitar a contratação de navios gregos em troca de propina.
A defesa questionou a legalidade da cooperação entre Brasil e Luxemburgo, onde as contas foram abertas, alegando que Bregolato não era alvo inicial da quebra de sigilo. O ministro Edson Fachin, porém, rejeitou a tese, afirmando que o pedido brasileiro seguiu normas de cooperação internacional. A decisão marca a quarta derrota de Bregolato, após validações na 13ª Vara Federal de Curitiba, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região e no Superior Tribunal de Justiça.
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