Petrobras fecha contratos de R$ 4,9 bi com empreiteira da Lava Jato - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Petrobras fecha contratos de R$ 4,9 bi com empreiteira da Lava Jato

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Por Redação

Obra paralisada desde 2015 é retomada no terceiro mandato de Lula

A Petrobras oficializou nesta segunda-feira (16) a retomada da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, com a assinatura de três contratos que somam R$ 4,9 bilhões. O empreendimento, que se tornou um dos maiores símbolos do escândalo de corrupção desvendado pela Lava Jato, agora volta ao centro das atenções durante o terceiro mandato de Lula.

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Os contratos foram firmados com a Consag Engenharia, empresa ligada ao grupo Andrade Gutierrez, uma das empreiteiras investigadas por participação no cartel que fraudou licitações da Petrobras nos governos petistas.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, justificou o investimento alegando que a refinaria é estratégica para o país e que sua conclusão reforça o “compromisso com o desenvolvimento econômico”, segundo nota oficial. A estatal promete dobrar a capacidade de refino da unidade, passando de 130 mil para 260 mil barris diários.

A Abreu e Lima começou a operar em 2014, mas sempre abaixo da capacidade projetada. Após a deflagração da Lava Jato, a Petrobras suspendeu a construção da segunda unidade de refino, mantendo o projeto incompleto desde 2015.

O Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a classificar a refinaria como um dos maiores fracassos comerciais da história da estatal. O custo total do empreendimento já ultrapassou US$ 18 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 100 bilhões.

A decisão de reiniciar as obras acontece em meio a uma nova política da Petrobras, que pretende injetar US$ 17 bilhões no setor de refino nos próximos cinco anos. Além da Abreu e Lima, o governo petista também planeja retomar as obras no antigo Comperj, outro projeto bilionário interrompido após as investigações da Lava Jato.

Em janeiro, a gerente de projetos de Desenvolvimento da Produção, Mariana Cavassin, defendeu a viabilidade econômica da refinaria, alegando que o projeto é “robusto” e oferece “retorno positivo” para a estatal. Inicialmente, a Petrobras chegou a cancelar a primeira licitação por considerar os valores excessivos, mas, numa nova rodada, optou por divulgar os preços de cada etapa e selecionar o consórcio com o maior desconto.

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