O senador afirmou que tentou demitir o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro quando estava no governo
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas e ex-ministro da Casa Civil no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou nesta segunda-feira (3) que tentou demitir o tenente-coronel Mauro Cid durante o período em que ambos atuaram no Palácio do Planalto.
Em publicação nas redes sociais, Nogueira classificou Cid como uma figura que “só atrapalhou o presidente” e o responsabilizou por estimular “o que havia de pior através de vassalagem” no entorno do então chefe do Executivo.
“Se teve alguém que tentei demitir desde o primeiro dia e que só atrapalhou o presidente, foi essa criatura. Tenho convicção de que, se alguém pensou em golpe e tentou instigar o que havia de pior através da vassalagem, foi ele — não o presidente”, afirmou o senador.
Se teve alguém que tentei demitir desde o primeiro dia e que só atrapalhou o presidente foi essa criatura. Tenho convicção de que se alguém pensou em golpe e tentou instigar o que havia de pior por meio da vassalagem foi ele — não o presidente. pic.twitter.com/ywlcBldPLU
— Ciro Nogueira (@ciro_nogueira) 3 de novembro de 2025
A declaração de Nogueira foi feita horas depois de Cid comparecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para retirar a tornozeleira eletrônica. O encontro foi determinado pelo ministro da Corte Alexandre de Moraes, relator do processo que investiga a tentativa de golpe após as eleições de 2022.
O ex-ajudante de ordens é o primeiro condenado do chamado “Núcleo Um” da ação penal a iniciar o cumprimento de pena. Ele foi sentenciado a dois anos de prisão em regime aberto, com uma série de medidas restritivas, como proibição de uso de redes sociais, recolhimento noturno e nos fins de semana, além da vedação para deixar o país.
A pena foi fixada após o militar firmar acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o que resultou em uma condenação mais branda em relação aos demais réus.
Por ter aceitado os termos da sentença, Cid não apresentou recursos, diferentemente de outros envolvidos no caso, que ainda aguardam julgamento de embargos pelo STF.
