Eduardo Kuntz disse ter sido impedido de entrar no Supremo para acompanhar a sessão
O advogado Eduardo Kuntz, que defende Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro e réu na ação penal do chamado plano de golpe, foi barrado ao tentar entrar no prédio do STF nesta terça-feira (2) para acompanhar o julgamento do “núcleo 1”.
À CNN, Kuntz afirmou que recorreu ao presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, e espera ser autorizado a acompanhar não apenas a sessão de hoje, mas também as próximas. Ele disse ter viajado de São Paulo a Brasília exclusivamente para assistir ao julgamento e relatou ter recebido a negativa de entrada com “absoluta surpresa”, já que participou de todas as etapas anteriores sem impedimentos.
Antes de ser barrado, o advogado declarou à imprensa que foi ao Supremo para se preparar para a defesa de Marcelo Câmara.
“Eu espero um julgamento positivo, respeitando as garantias. Com análise dos processos, com a leitura de todos os depoimentos prestados, a expectativa é de confiança total no Supremo Tribunal Federal”, disse Kuntz.
Segundo a PF e a PGR, Câmara teria monitorado autoridades como o ministro Alexandre de Moraes, o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) antes da diplomação da chapa eleita em 2022. Ele está preso desde 18 de junho, acusado de descumprir medidas cautelares impostas por Moraes, ao tentar acessar informações da delação do tenente-coronel Mauro Cid.
A Primeira Turma iniciou nesta terça-feira (2) o julgamento do caso, com sessões marcadas também para os dias 3, 9, 10 e 12 de setembro.
O “núcleo 1” da denúncia inclui, além de Bolsonaro, outros sete nomes:
• Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Abin;
• Almir Garnier, almirante da Marinha;
• Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
• Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
• Mauro Cid, ex-ajudante de ordens;
• Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa;
• Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, candidato a vice em 2022.
