PF avança contra roubos no INSS e bloqueia R$ 12 milhões em bens - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

PF avança contra roubos no INSS e bloqueia R$ 12 milhões em bens

Documentos enviados à CPMI apontam que o órgão protelou medidas para coibir cobranças associativas fraudulentas.
Atas do GTI revelam que o INSS adiou medidas contra descontos associativos indevidos e só implantou biometria em 2025; revalidação segue pendente.

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Por Henrique Soldani

Nova fase da operação Sem Desconto amplia cerco a fraudadores

A Polícia Federal intensificou a Operação Sem Desconto nesta terça-feira (17/6), com a prisão de dois suspeitos e o bloqueio de R$ 12 milhões em bens desviados de aposentados. A ação, que cumpre cinco mandados de busca e apreensão em Aracaju, Cristinápolis e Umbaúba, no Sergipe, mira imóveis, incluindo duas fazendas, e apartamentos ligados aos investigados.

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A operação revelou um esquema bilionário de fraudes contra aposentados do INSS. Até o momento, 29 entidades arrecadaram R$ 2 bilhões em um ano com descontos indevidos em mensalidades, além de enfrentarem milhares de processos por fraudes em filiações.

As investigações, apoiadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), culminaram na demissão do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

A 3ª Vara Federal de Sergipe expediu as ordens judiciais, e a PF segue apurando o caso para identificar outros envolvidos no esquema.

Uma pesquisa Ipsos-Ipec aponta que 43% dos entrevistados responsabilizam o governo do presidente Lula pela escalada das fraudes no INSS.

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