Grupo é acusado de planejar assassinato de Lula, Alckmin e do próprio ministro do STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao presidente da Primeira Turma, Flávio Dino, que marque o julgamento presencial dos dez réus do núcleo 3 da denúncia sobre fantasiosa tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
O grupo é formado por nove militares de alta patente e um agente da Polícia Federal. Segundo a acusação, eles articularam ataques ao sistema eleitoral e planejavam o assassinato de autoridades. Entre os alvos estariam o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o próprio Moraes.
Parte dos réus integra o grupo conhecido como “Kids Pretos”, formado por militares das Forças Especiais do Exército. A denúncia cita o chamado plano Punhal Verde e Amarelo, que teria como objetivo a execução de autoridades.

“Considerando o regular encerramento da instrução processual, o cumprimento de todas as diligências complementares deferidas, bem como a apresentação de alegações finais pela Procuradoria-Geral da República e por todos os réus, solicito ao excelentíssimo presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino, dias para julgamento presencial da presente ação penal”, escreveu Moraes no despacho.
Os réus são: Bernardo Correa Netto, Estevam Theophilo, Fabrício Moreira de Bastos, Hélio Ferreira Lima, Márcio Nunes de Resende Júnior, Rafael Martins de Oliveira, Rodrigo Bezerra de Azevedo, Ronald Ferreira de Araújo Junior, Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros e Wladimir Matos Soares.
