Militares de forças especiais integram núcleo investigado por planejar ataques contra autoridades
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu prazo para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e os réus conhecidos como “kids pretos” apresentem alegações finais no processo que envolve o núcleo 3 da investigação sobre a suposta tentativa de golpe de Estado.
O grupo é formado por militares de forças especiais. Eles são apontados como responsáveis pelo planejamento operacional, incluindo o chamado plano “Punhal Verde Amarelo”, que teria previsto ataques contra autoridades como o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
A PGR terá 15 dias para entregar o documento, que revisita as provas da investigação e pode recomendar condenações ou absolvições. Após a manifestação do órgão, as defesas também terão 15 dias para apresentar suas alegações.
Essa é a última etapa antes do julgamento. Concluída essa fase, Moraes deverá encaminhar o processo ao presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, que definirá a data do julgamento.
Na semana passada, Moraes abriu prazo semelhante para o núcleo 4 da investigação, acusado de disseminar informações falsas para desacreditar o sistema eleitoral. O núcleo 2 ainda está em fase de diligências. Já o núcleo 1, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tem julgamento marcado para 2 de setembro.
