Lula discute PEC da Segurança Pública com Lewandowski nesta quinta - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Lula discute PEC da Segurança Pública com Lewandowski nesta quinta

Governo Lula diz que não tinha conhecimento prévio do contrato entre Ricardo Lewandowski e o Banco Master e nega conflito de interesses no caso.

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne nesta quinta-feira (13) com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A medida é tratada como prioridade pelo governo para aumentar a presença da União no combate ao crime organizado e garantir o controle sobre a cooperação entre as forças policiais nos estados.

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A expectativa de interlocutores envolvidos nas negociações é que o encontro encerre a fase de análise interna e libere a proposta para ser discutida no Congresso Nacional. A PEC é vista pelo Ministério da Justiça como o novo marco legal que formaliza a integração das polícias e amplia a presença do governo federal na segurança pública, um tema cada vez mais sensível diante da escalada da criminalidade no país.

No mês passado, o Ministério da Justiça apresentou uma nova versão da proposta, incluindo as Guardas Municipais entre os órgãos de segurança pública. A decisão segue entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu o papel dessas corporações na segurança urbana. O governo pretende oficializar as Guardas como parte do policiamento ostensivo e comunitário, subordinadas às diretrizes do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), o que levanta críticas sobre uma possível sobreposição de funções com as Polícias Militar e Civil.

Em cerimônia no Palácio do Planalto nesta semana, Lewandowski afirmou que aguardava o aval do presidente para finalizar a proposta. Segundo ele, “a PEC hoje tem a integração de todas as polícias brasileiras, desde a Polícia Federal até a Guarda Municipal na base do sistema”.

O governo insiste que a proposta é fundamental para aumentar a participação da União na segurança pública, intensificar o combate ao crime organizado e consolidar a cooperação entre as polícias. Nos bastidores, porém, há quem veja na iniciativa uma tentativa de ampliar o poder de Brasília sobre a segurança dos estados.

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