No parecer, Gonet afirma ao Supremo que a extensão do prazo para defesa não está prevista em lei: “Inexiste previsão legal para prorrogação de prazo que vise a apresentação de resposta preliminar (artigos 4º da Lei n. 8.038/1990 e 233 do RISTF). O pretendido prazo idêntico ao período em que os autos permaneceram sob análise do parquet igualmente não encontra respaldo legal”.
O prazo para entrega da defesa da maioria dos denunciados termina nesta quinta-feira (06), exceto no caso do general Braga Netto e do almirante Almir Garnier, que têm até sexta (07) para se manifestarem sobre a denúncia da PGR.
Após a entrega de todas as defesas, o julgamento da denúncia será agendado pelo STF. O processo será analisado pela Primeira Turma do Supremo, composta pelo relator da denúncia, Alexandre de Moraes, e por Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.
Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Bolsonaro e os demais acusados se tornarão réus e passarão a responder a uma ação penal no STF.
A data do julgamento ainda não foi definida, mas, considerando os trâmites legais, a decisão pode ocorrer ainda no 1º semestre de 2025.
