Gilmar Mendes pede sessão extraordinária para ações do Marco Temporal
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Gilmar Mendes pede sessão extraordinária para ações do Marco Temporal

A iniciativa de acelerar o julgamento ocorre depois de um ciclo de 23 audiências de conciliação
A iniciativa de acelerar o julgamento ocorre depois de um ciclo de 23 audiências de conciliação. Foto: Carlos Moura/SCO/STF.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Ministro solicita análise em plenário virtual entre 15 e 18 de dezembro, após o fim das sustentações orais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, a convocação de uma sessão extraordinária para retomar o julgamento das ações que discutem a Lei do Marco Temporal. A análise deve ocorrer no plenário virtual entre a próxima segunda-feira (15), às 11h, e quinta-feira (18), às 23h59.

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O pedido foi feito um dia após o encerramento das sustentações orais dos quatro processos relacionados ao tema, as ADCs 87, ADI 7.582, ADI 7.583 e ADI 7.586.

Essa fase foi concluída no plenário físico na quarta-feira (11). Até então, a previsão era de que a votação presencial ficasse para 2026, após o recesso do Judiciário, que começa no dia 20 de dezembro.

A iniciativa de acelerar o julgamento ocorre depois de um ciclo de 23 audiências de conciliação conduzidas por Gilmar com indígenas, ruralistas e órgãos públicos, na tentativa de formular uma solução negociada.

O caso volta ao plenário dois anos após o próprio Supremo declarar a tese do marco temporal inconstitucional. Na ocasião, a Corte rejeitou o entendimento de que povos indígenas só poderiam reivindicar terras ocupadas até 5 de outubro de 1988.

Congresso

Apesar disso, o Congresso aprovou a Lei 14.701/2023 restabelecendo o marco — dispositivo que foi parcialmente vetado pelo presidente Lula (PT), mas teve os vetos derrubados.

A ofensiva legislativa reabriu o impasse entre os Poderes. Nesta semana, o Senado aprovou, por 52 votos a 15, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que insere o marco temporal na Constituição. O texto ainda será analisado pela Câmara.

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