Enquanto o ex-ministro petista José Dirceu celebrava seu aniversário em uma badalada festa em Brasília, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, promovia outro evento com figuras centrais do governo Lula. Na noite desta terça-feira (11), Barroso reuniu ministros de tribunais superiores, integrantes do Executivo e políticos aliados em sua residência no Lago Sul, área nobre da capital federal, para comemorar seus 67 anos. A apuração é do Metrópoles.
A celebração contou com a presença de ministros do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Pelo governo Lula, estiveram presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), Ricardo Lewandowski (Justiça) e Márcio Macedo (Secretaria-Geral da Presidência). Lula, que retornava de viagem a Minas Gerais, não compareceu.
O evento também reuniu figuras do Legislativo, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e seu antecessor, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), cotado para uma vaga no ministério de Lula. Entre os ministros do STF presentes, estavam Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Nunes Marques e Cristiano Zanin.
A simultaneidade das festas — de um lado, Dirceu, condenado e preso pela Operação Lava Jato, cercado de aliados petistas; do outro, Barroso, chefe do Judiciário, confraternizando com ministros do governo — reforça as críticas sobre a proximidade entre os poderes. Em meio às recentes decisões do STF que beneficiaram aliados do governo, a festa de Barroso levanta questionamentos sobre a isenção da Suprema Corte em relação à gestão petista.
