Líderes do Congresso consideram difícil a retomada do aumento do IOF, mesmo após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que suspendeu os decretos do Executivo e marcou audiência de conciliação para 15 de julho. Representantes do governo, Congresso, AGU e PGR foram convocados.
O líder do União Brasil no Senado, Efraim Filho (BA), defende que qualquer acordo passe por corte de benefícios tributários. Segundo ele, “fica muito difícil para o Congresso aprovar algum tipo de acordo voltando com o IOF”.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), comemorou a suspensão: “No primeiro round da ‘guerra’ do IOF, quem saiu ganhando foi o Congresso e o povo, que continua livre do aumento do imposto”.
Aliado do Planalto, o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), afirmou que é hora de reabrir o diálogo. Já o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), criticou a decisão, afirmando que o corte no decreto pode forçar um contingenciamento de R$ 10 bilhões e afetar saúde e educação.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a decisão do STF está em sintonia com o posicionamento da maioria dos deputados e da sociedade.
Na decisão, Moraes afirmou que o aumento do IOF é uma prerrogativa do Executivo, mas reconheceu haver dúvida sobre a finalidade do decreto, uma vez que o Ministério da Fazenda justificou o aumento com base na necessidade de arrecadação para atingir a meta fiscal. O ministro considerou legítima a preocupação do Congresso com possível desvio de finalidade.
Leia também:
Motta elogia decisão de Moraes que suspendeu atos sobre IOF: ‘sintonia’ – Claudio Dantas
“O Supremo vai decidir, como decide tudo”, diz Barroso sobre IOF
