O governo Lula pagou R$ 1,24 bilhão em emendas parlamentares até esta quinta-feira (3), segundo dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop). O valor representa apenas 2,48% dos R$ 50 bilhões reservados para este ano. Em um dia, houve aumento de R$ 174 milhões nos pagamentos.
Desde segunda-feira (30), os empenhos subiram quase R$ 1 bilhão, passando de R$ 3,84 bilhões para R$ 4,83 bilhões. O avanço nas liberações ocorre em meio à tensão com o Congresso, que pressiona o Planalto após a derrubada do decreto que elevava o IOF.
O governo tenta acelerar os pagamentos para conter a insatisfação da base aliada e garantir apoio à agenda econômica. Apesar disso, o volume liberado ainda não é suficiente para estancar a crise.
Na quarta-feira (2), a Câmara aprovou urgência ao PLP 41/2019, que revê regras de incentivos fiscais e permite votação direta em plenário. A iniciativa do Centrão amplia o controle do Legislativo sobre o Orçamento.
Parlamentares agora organizam um novo calendário de liberação de emendas para 2026, com foco no ano eleitoral. Eles também buscam emplacar um relator da LDO alinhado às demandas do Congresso. O Planalto resiste à pressão, diante da necessidade de corte de gastos.
O pagamento de emendas passa por etapas. O empenho é a primeira delas, quando o governo reserva recursos do Orçamento. Depois, vem a liquidação, que reconhece a entrega do serviço contratado, e, por fim, o pagamento.
