A Câmara e o Senado agendaram para esta semana a discussão temas-chave, com a expectativa de votarem projetos de grande impacto, como a reforma administrativa, a isenção do Imposto de Renda e o novo Código Eleitoral.
Na próxima quarta-feira, 3 de setembro, a Câmara se reunirá em comissão geral para debater a reforma administrativa. O presidente da Casa, Hugo Motta, afirmou que o tema é crucial para a “espinha dorsal da República” e para a capacidade do Estado de servir de forma mais eficiente.
Entre os pontos principais, estão o fim das férias de 60 dias para certas carreiras, a criação de uma nova tabela de remuneração, regras para verbas indenizatórias, implementação de avaliação de desempenho e bônus, além do fim da aposentadoria compulsória para juízes e promotores.
Apesar de críticas a atual estrutural estatal, Motta evita temas polêmicos no texto da reforma administrativa. Pontos sensíveis como supersalários, estabilidade irrestrita e inchaço de carreiras permancerão intocados.
Ainda na Câmara, a expectativa para esta semana é a votação do projeto que isenta do pagamento de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês. A proposta, que já teve sua urgência aprovada, também prevê uma redução parcial para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350, e compensa a perda de arrecadação com a criação de uma alíquota progressiva de até 10% para quem tem renda superior a R$ 50 mil.
Atualmente, a faixa de isenção do IR está limitada a rendimentos de até R$ 3.036. A proposta, que é uma das prioridades do governo de Lula, mais que dobraria o limite, ampliando o número de contribuintes livres do pagamento do imposto.
