Urgente: Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Urgente: Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

A decisão de ofício da Mesa Diretora não exigiu votação em plenário, uma vez que a Constituição prevê a perda automática do mandato. Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados.
A decisão de ofício da Mesa Diretora não exigiu votação em plenário, uma vez que a Constituição prevê a perda automática do mandato. Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados.

Compartilhe em

Foto do autor

Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Decisão foi tomada de ofício pela Mesa Diretora após faltas e condenação judicial

A Câmara dos Deputados cassou, nesta quinta-feira (18), os mandatos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ) em uma decisão tomada de ofício pela Mesa Diretora, sem passar pelo plenário. A medida já foi publicada no Diário Oficial da Casa.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

No caso de Eduardo Bolsonaro, a perda do mandato ocorreu pelo acúmulo de 59 faltas em sessões ordinárias, ultrapassando o limite de 33% previsto na Constituição Federal. O deputado está nos Estados Unidos desde fevereiro e não possui autorização para votar remotamente.

Inicialmente em licença, ele tentou exercer funções parlamentares à distância, articulando projetos de lei que propunham mudanças no regimento interno e até a sua indicação como líder da minoria, mas todas as iniciativas foram barradas pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Alexandre Ramagem teve o mandato cassado em razão de uma condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão em regime fechado, por participação na trama golpista de 2022.

Ele se encontra nos Estados Unidos desde setembro, após deixar o país clandestinamente, descumprindo determinação judicial. A defesa de Ramagem solicitou à Câmara que não cumprisse automaticamente a decisão do STF e pleiteou autorização para exercer o mandato por voto remoto, mas o pedido foi rejeitado.

A decisão de ofício da Mesa Diretora não exigiu votação em plenário, uma vez que a Constituição prevê a perda automática do mandato para deputados ausentes em mais de um terço das sessões ou condenados judicialmente com trânsito em julgado.

A medida gerou críticas da oposição, que classificou a cassação como um ataque à autonomia do Parlamento e à representação popular. Para o líder do PL, Sostenes Cavalcante (PL-RJ), a ação transforma a Mesa Diretora em instrumento de validação automática de pressões externas, comprometendo a soberania da Casa.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade