Donald Trump afirmou nas redes sociais que “não haverá mais petróleo nem dinheiro indo para Cuba”, um regime ditatorial que só sobreviveu por décadas com ajuda externa — primeiro da antiga URSS e depois da Venezuela. Com a prisão de Nicolás Maduro e o controle americano sobre o petróleo venezuelano, a sobrevivência da gestão de Miguel Díaz-Canel está com os dias contados.
“Sugiro fortemente que façam um acordo antes que seja tarde demais”, ressaltou o presidente americano, na Truth Social. No sábado, Trump afirmou que o regime cubano é tão fraco que não seria necessária uma força militar para promover mudanças políticas. “Cuba vai cair por vontade própria”, disse ao New York Post.
O alerta de Trump também impacta o governo de Claudia Sheinbaum, no México, país que começa a ocupar o vácuo deixado pela Venezuela no fornecimento de petróleo a Cuba. O governo americano já identificou o transporte de petroleiros e o avanço da cooperação técnica e de inteligência com funcionários cubanos passando a ocupar posições estratégicas na administração mexicana.
O governo americano reiterou recentemente que a designação de Cuba como Estado Patrocinador do Terrorismo permite sancionar pessoas e países que realizem trocas comerciais específicas com a ilha, o que afeta diretamente o envio de petróleo pela estatal mexicana Pemex. O deputado republicano Carlos Giménez também alertou o México para “sérias consequências”, inclusive nas renegociações do acordo comercial USMCA (T-MEC).
Inteligência cubana
O cerco a Díaz-Canel impacta também na influência de Cuba sobre outros regimes, como o da Nicarágua, onde agentes de inteligência cubanos integram a administração e cuidam da segurança de Daniel Ortega e sua mulher Rosario Murillo, hoje copresidente. Na operação que prendeu Maduro, foram mortos 32 cubanos que cuidavam de sua segurança.
O modelo é exportado para diversos países alinhados, sempre com a intenção de garantir assistência para blindagem de aliados, que, em contrapartida, garantem recursos e insumos para abastecer a ditadura cubana. O auxílio não se restringe à inteligência, abarcando também áreas estratégicas da economia, como as Forças Armadas e o controle de estatais.
Durante a gestão de Evo Morales, funcionários cubanos assumiram o setor de gás, inclusive as refinarias da Petrobras que foram expropriadas pelo líder cocaleiro em 2006, com a cumplicidade de Lula. No Brasil, a presença cubana se deu através do programa Mais Médicos, cancelado por Jair Bolsonaro e reformulado no terceiro mandato do petista, já sem o envio massivo de cubanos para o Brasil.

