Braga Netto pede absolvição e acusa Cid de mentir ao STF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Braga Netto pede absolvição e acusa Cid de mentir ao STF

Braga Netto tem pedido de liberdade negado
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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Defesa contesta provas da PGR, pede suspeição de Moraes e anulação da ação

A defesa do general Walter Braga Netto apresentou as alegações finais no processo da tentativa de golpe de Estado de 2022. O pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) é de absolvição, com anulação da ação penal.

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Em questões preliminares, os advogados requerem que o caso seja enviado à primeira instância e que seja declarada a suspeição do relator, ministro Alexandre de Moraes. Alegam que a acusação se baseia na delação do tenente-coronel Mauro Cid, apontada como incoerente e com falhas.

A defesa afirma que condenar Braga Netto com base na “palavra confusa de um delator” fere a presunção de inocência. Também pede a rejeição de acusações de dano qualificado e deterioração de patrimônio público, tratadas como crimes-meio.

Sobre o chamado plano “Punhal Verde e Amarelo”, a defesa sustenta que Cid mentiu ao afirmar que deixou a reunião antes do término, sugerindo que algo ilícito poderia ter sido discutido sem sua presença. Nega que o general tenha relação com o documento, que “sequer poderia ser chamado de plano” por não ter objetivos ou ações definidos.

Os advogados também rejeitam acusações de financiamento a acampamentos em frente ao Quartel-General do Exército e de coordenação de ataques virtuais contra o Alto Comando, alegando adulteração de provas.

Braga Netto está preso preventivamente no Rio de Janeiro desde dezembro de 2024 por obstrução de Justiça. Ele é apontado pela Procuradoria-Geral da República como integrante do núcleo principal da suposta trama golpista, ao lado de Jair Bolsonaro, Mauro Cid e outros réus.

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