"Blindados da Marinha são estratégicos para proteger policiais", diz Castro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

“Blindados da Marinha são estratégicos para proteger policiais”, diz Castro

O governador destacou que o estado não pode adquirir blindados, pois eles são de uso exclusivo das forças nacionais
O governador destacou que o estado não pode adquirir blindados, pois eles são de uso exclusivo das forças nacionais. Foto: Rafael Campos/ Gov RJ

Compartilhe em

Foto do autor

Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Governador do RJ afirmou que os veículos “passam por cima das barricadas” e criticou a falta de apoio federal

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), voltou a falar nesta quarta-feira (29/10) sobre a utilização de veículos blindados da Marinha em operações nos Complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Segundo Castro, os blindados foram solicitados em ações anteriores por caráter técnico e estratégico, principalmente por sua capacidade de transpor barricadas usadas por criminosos.

“O blindado da Marinha tem capacidade de passar por cima das barricadas. E aquilo era fundamental para que o policial, entrando na operação, não fosse alvo de uma situação privilegiada dos traficantes”, afirmou.

O governador destacou que o estado não pode adquirir blindados, pois eles são de uso exclusivo das forças nacionais.

“Nós somos proibidos de comprar porque eles são exclusivos das forças nacionais”, disse.

Sobre o apoio federal, Castro mencionou a atuação de efetivos da Força Nacional, afirmando que a ajuda foi importante, mas que o Estado precisou seguir com suas operações mesmo sem o suporte completo.

“A questão de ter que ser servidores do Executivo para utilizar fez com que a gente falasse o seguinte: ‘Não vamos ficar chorando… Ah, não ajudaram…’. Se não dá para contar com o apoio, a gente foi e fez a nossa operação, e foi um sucesso”, declarou.

Discussão sobre GLO

O tema gerou debates entre o governo estadual e a União. O governo federal argumentou que o empréstimo de blindados exigiria a decretação de uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que não foi solicitada pelo estado. Castro explicou que não cabe ao governador definir o instrumento jurídico.

“O governador nunca solicitou GLO. Não compete ao governador solicitar GLO. O governador deve solicitar apoio, efetivo, infraestrutura, recursos, equipamentos e inteligência”, disse.

Ele ainda destacou a importância de um comitê permanente para garantir continuidade nas ações contra organizações criminosas e maximizar a efetividade do investimento do estado em segurança pública. Segundo ele, o objetivo é “asfixiar, bélica e financeiramente, essas organizações”, aumentando as chances de resultados concretos.

A declaração de Castro faz referência à posição do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que afirmou na terça-feira (28) que não houve solicitação formal de GLO.

Segundo o ministro, a medida só pode ser acionada quando o governador reconhece a incapacidade de manter a ordem pública, transferindo temporariamente as ações de segurança ao governo federal, sob comando das Forças Armadas.

Megaoperação e números atualizados

A Polícia Civil do Rio confirmou nesta quarta-feira (29) que a operação resultou em 119 mortos, sendo 115 criminosos e 4 policiais. Também foram realizadas 113 prisões e apreendidas 118 armas, entre elas 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver.

Foram detidos 33 suspeitos de outros estados e 10 adolescentes apreendidos. A polícia recolheu ainda 14 artefatos explosivos, centenas de carregadores, grande quantidade de munição e toneladas de drogas ainda em contagem.

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro contesta o número oficial e afirma ter contabilizado 132 mortos, número superior ao informado pelas autoridades estaduais.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade