AGORA: Polícia Civil fala em 119 mortos no total após operação no RJ
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

AGORA: Polícia Civil fala em 119 mortos no total após operação no RJ

Polícia Civil atualiza balanço da operação no Rio: 119 mortos, 113 presos e 118 armas apreendidas. Delegado rebate “narrativas” sobre corpos levados por moradores.
Polícia Civil atualiza balanço da operação no Rio: 119 mortos, 113 presos e 118 armas apreendidas. Delegado rebate “narrativas” sobre corpos levados por moradores.

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Delegado afirma que todos os 115 criminosos mortos serão investigados como autores de tentativa de homicídio contra policiais

A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou nesta quarta-feira (29) que o número de mortos após a megaoperação contra o Comando Vermelho chegou a 119, sendo 115 criminosos e 4 policiais. O balanço foi apresentado em coletiva de imprensa pelo delegado Felipe Curi, que também informou 113 prisões e a apreensão de 118 armas, incluindo 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver.

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Foram detidos 33 suspeitos de outros estados e 10 adolescentes apreendidos. Além das armas, a polícia recolheu 14 artefatos explosivos, centenas de carregadores e grande quantidade de munição. Toneladas de drogas seguem sendo contabilizadas.

Defensoria do Rio diz que há 132 mortos após operação policial. Foto: Eusébio Gomes/TV Brasil
Defensoria do Rio diz que há 132 mortos após operação policial. Foto: Eusébio Gomes/TV Brasil

Curi explicou que os mortos estão sendo registrados como “opositores”, ou seja, criminosos que cometeram tentativa de homicídio contra agentes públicos. “Foram 58 criminosos neutralizados, somando-se aos 60 já contabilizados, totalizando 119 corpos. Desses, 115 eram narcoterroristas e 4 eram vítimas — nossos policiais — conforme registrado no Instituto Médico Legal (IML)”, disse o delegado.

Ele acrescentou que os boletins de ocorrência tratam os policiais como vítimas de tentativa de homicídio, e os criminosos mortos como autores desses crimes.

O coronel Marcelo de Menezes Nogueira, secretário da PM, destacou que a operação foi resultado de 60 dias de planejamento e inteligência, com participação de mais de seis mil agentes. Ele elogiou o empenho das forças de segurança e se solidarizou com as famílias dos policiais mortos e feridos.

“Essa foi a maior operação da história da segurança pública do Rio de Janeiro. Enfrentamos uma criminalidade armada e violenta, que ultrapassa o campo da segurança pública e representa uma ameaça direta ao Estado”, afirmou Menezes.

Sobre os corpos levados por moradores à Praça São Lucas, na Penha, Curi rebateu suspeitas de omissão policial. “Vale lembrar, para desmistificar certas narrativas, que parece ter ocorrido uma espécie de ‘milagre’ com os corpos que estão aparecendo hoje. Esses indivíduos estavam na mata, equipados com roupas camufladas, coletes e armamentos. Agora, muitos deles surgem apenas de cueca ou short, sem qualquer equipamento — como se tivessem atravessado um portal e trocado de roupa”, declarou.

“Quem procurou esse resultado foram eles (os narcoterroristas). Foram eles que enfrentaram”

Segundo o delegado, há imagens que mostram pessoas retirando os criminosos da mata e os colocando em vias públicas, despindo-os. A 22ª Delegacia de Polícia abriu um inquérito para investigar possível fraude processual.

A Defensoria Pública do Rio afirmou que contabiliza 132 mortos, número superior ao informado pelas autoridades. O governo estadual mantém o total oficial de 119 óbitos até o momento.

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