Ministro afirma que a GLO no Rio só pode ser decretada após pedido formal do governo estadual
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta quarta-feira (29) que uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) é uma medida “complexa” e deve ser “requerida formalmente” pelo governo do Rio de Janeiro.
“A operação de GLO, que diz respeito à garantia da lei e da ordem, primeiro tem que ser requerida formalmente pelo governador [Cláudio Castro]. Não é uma ação espontânea do governo federal ou do presidente da República”, declarou Lewandowski após reunião com Lula e ministros no Palácio da Alvorada.
Segundo o ministro, o tema não foi discutido no encontro, que contou com a presença de Geraldo Alckmin, Rui Costa, Sidônio Palmeira, Gleisi Hoffmann, Macaé Evaristo, Anielle Franco e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
A declaração ocorre após a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que deixou 119 mortos — 58 no dia da ação e outros 61 corpos encontrados na mata nesta quarta (29). O balanço também registrou 113 presos, sendo 33 de outros estados, 10 menores apreendidos, 118 armas — incluindo 91 fuzis —, 14 artefatos explosivos e toneladas de drogas ainda em contagem.
Lewandowski também disse que Lula ficou “surpreso” com a falta de informações sobre a operação.
“O presidente ficou estarrecido com o número de ocorrências fatais e também se mostrou surpreso que uma operação desta envergadura fosse desencadeada sem conhecimento do governo federal, sem nenhuma possibilidade do governo federal participar de alguma forma”, afirmou o ministro.
Uma comitiva do governo federal seguirá ainda nesta tarde para o Rio de Janeiro para reunião com o governador Cláudio Castro (PL) e autoridades locais no Palácio Guanabara. Segundo Lewandowski, Lula poderá participar de forma remota.
