Contratação de R$ 1,8 milhão para estruturas de luxo gera denúncia por desvio de recursos
O Tribunal de Contas da União (TCU) analisa uma denúncia sobre a instalação de duas salas VIP pela Força Aérea Brasileira (FAB) para a COP30, conferência da ONU sobre “mudanças climáticas” marcada para 2025.
O contrato, de R$ 1,8 milhão, prevê espaços exclusivos para chefes de Estado e delegações estrangeiras. A denúncia, apresentada pelo deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), questiona a prioridade do gasto diante da crise financeira da FAB.
O parlamentar aponta contradição entre o discurso de austeridade do governo e os gastos com estruturas de luxo. Ele destaca que 40 aeronaves da FAB estão paradas por falta de manutenção e combustível, enquanto bases aéreas reduziram o expediente. Além disso, 137 pilotos estão afastados de suas funções.
A denúncia também menciona o Grupo de Transporte Especial (GTE), com apenas três de suas dez aeronaves operacionais, e a saída de pilotos para a aviação civil, atraídos por melhores condições.
O TCU avalia se houve desvio de finalidade nos recursos e considera suspender os pagamentos. A investigação pode impactar a gestão orçamentária da FAB e reacender debates sobre prioridades na administração pública.
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