TCU arquiva denúncia de funcionárias fantasmas no gabinete de Motta
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

TCU arquiva denúncia de funcionárias fantasmas no gabinete de Motta

Hugo Motta afirma que Judiciário cumpre seu papel após operação contra deputados do PL e diz que Câmara não protege irregularidades

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Relator considerou que denúncias se baseavam apenas em reportagens jornalísticas

A Primeira Câmara do Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou, por unanimidade, a denúncia que apontava a presença de funcionárias fantasmas no gabinete do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A decisão foi tomada na terça-feira (11) e publicada nesta quinta (13).

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O relator, ministro Jhonatan de Jesus, afirmou que a denúncia se baseava apenas em reportagens jornalísticas e não apresentava provas suficientes. Segundo ele, sem indícios concretos, o TCU não poderia dar andamento ao processo.

A área técnica da Corte e o Ministério Público junto ao TCU recomendavam ouvir o gabinete de Motta antes de arquivar o caso, mas o colegiado optou pelo encerramento imediato da representação.

A denúncia surgiu após reportagens da Folha de S.Paulo revelarem que três servidoras nomeadas Motta exerciam atividades incompatíveis com o trabalho parlamentar.

  • Gabriela Pagadis, fisioterapeuta, atendia em clínicas em Brasília enquanto recebia R$ 11,8 mil da Câmara.
  • Louise Lacerda, estudante de medicina em tempo integral, recebia R$ 4,6 mil em salário e auxílios.
  • Monique Magno acumulava funções no gabinete e na Prefeitura de João Pessoa, com remuneração de R$ 3,6 mil.

O caso também envolve vínculos familiares dessas servidoras com o gabinete e a atual chefe de gabinete, Ivanadja Velloso, investigada por suspeita de “rachadinha” em outro processo.

Até o momento, Motta não se pronunciou publicamente. Ele demitiu duas servidoras em julho e a terceira em outubro.

Apesar do arquivamento no TCU, o Ministério Público Federal (MPF) mantém investigação sobre possível dano ao erário e enriquecimento ilícito.

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