Ministro do TCU chama Ibama de “câncer” que trava o desenvolvimento do Brasil - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Ministro do TCU chama Ibama de “câncer” que trava o desenvolvimento do Brasil

Walton Alencar do TCU afirmou que o órgão atua sob influência de ONGs estrangeiras; outros ministros do TCU apoiaram a crítica

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Por Redação

Walton Alencar afirmou que o órgão atua sob influência de ONGs estrangeiras; outros ministros do TCU apoiaram a crítica

O ministro Walton Alencar, decano do Tribunal de Contas da União (TCU), afirmou nesta quarta-feira (12) que o Ibama atua como “um câncer dentro da administração pública” e tem travado o desenvolvimento econômico do país.

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“Sou relator do processo da Ferrovia Transnordestina, uma obra que redundará na criação de riquezas […] O Ibama está atuando para impedir o funcionamento da rodovia. Procurei saber os motivos da ação deles, mas não tive razões plausíveis […] Não hesito em afirmar que o Ibama é o maior câncer dentro da administração pública no Brasil”, disse durante a sessão plenária da Corte.

O ministro declarou que o órgão ambiental é financiado por ONGs internacionais e que teria tentado impedir a liberação de licença para a Petrobras explorar petróleo na Margem Equatorial.

“Quando se examina a atuação do Ibama no impedimento da atuação da Petrobras, percebe-se que tem alguma coisa estranha na história. O Ibama foi capturado por ONGs que são financiadas por capitais estrangeiros […] Temos um órgão estatal e interesse internacional impedindo o desenvolvimento do Brasil”, afirmou.

A Margem Equatorial é uma faixa litorânea entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, considerada promissora para a exploração de petróleo e gás natural pela Petrobras, mas também abriga ecossistemas sensíveis.

Os ministros Bruno Dantas, Jhonatan de Jesus e Benjamin Zymler manifestaram apoio às declarações do decano. Dantas, relator de um processo sobre a licença da Petrobras, informou que recebeu recomendação para arquivar o caso, mas recusou.

“A unidade de Instrução propôs arquivamento da matéria e eu já informo que eu não a arquivarei. Vou aprofundar e dissecar para entendermos as razões pelas quais essa licença levou tantos anos para sair. Se foram razões técnicas ou pessoais”, afirmou.

O Ibama, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, é responsável pela execução da política nacional de meio ambiente, concessão de licenças e fiscalização de atividades potencialmente poluidoras. O órgão não respondeu aos questionamentos até o fechamento deste texto. O espaço segue aberto para manifestação.

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