STJ barra pedido dos EUA para intimar Moraes
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

STJ barra pedido dos EUA para intimar Moraes

Corte Especial nega cumprimento de carta rogatória enviada pela Justiça da Flórida em ação movida por Rumble e Trump Media contra o ministro do STF

Crédito: Max Rocha/STJ

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Por Redação

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu não autorizar o cumprimento de uma carta rogatória enviada pela Justiça dos Estados Unidos para intimar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media & Technology Group.

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O julgamento ocorreu sob sigilo na Corte Especial do tribunal, sem divulgação pública do resultado na sessão. Com a decisão, Moraes não poderá ser formalmente citado em território brasileiro para responder ao processo que tramita na Justiça Federal da Flórida.

A solicitação partiu de um tribunal americano, que pediu a cooperação do Judiciário brasileiro para realizar a citação do ministro no âmbito da ação apresentada pelas empresas. No processo, Rumble e Trump Media questionam decisões de Moraes que determinaram a remoção de conteúdos e o fornecimento de dados de usuários ligados a investigações conduzidas pelo STF.

As companhias alegam que as ordens do magistrado teriam produzido efeitos sobre cidadãos e empresas sediados nos Estados Unidos e sustentam que as medidas não observaram regras previstas em acordos internacionais de cooperação jurídica. Na ação, pedem que a Justiça americana declare que as decisões do ministro não tenham validade em território norte-americano.

No Brasil, cabe ao STJ analisar pedidos de cooperação internacional por meio de cartas rogatórias e conceder ou negar o chamado exequatur — autorização necessária para que atos processuais estrangeiros tenham cumprimento no país. Esse exame não envolve o mérito da controvérsia, mas apenas a verificação de requisitos formais e de compatibilidade com a legislação brasileira.

Com a negativa, o pedido deverá ser devolvido ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que atua como autoridade central em matéria de cooperação jurídica internacional. Caberá à pasta comunicar o Department of Justice (DOJ) de que a citação não poderá ser realizada no Brasil.

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