STF remarca para maio julgamento de militares acusados de planejar golpe - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

STF remarca para maio julgamento de militares acusados de planejar golpe

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) adiou para os dias 20 e 21 de maio o julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o chamado núcleo 3, composto por 11 militares do Exército e um policial federal. Eles são acusados de planejar “ações táticas” para efetivar um suposto golpe de Estado durante o governo Bolsonaro.

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Inicialmente marcado para 8 e 9 de abril, o julgamento foi remarcado pelo presidente do colegiado, ministro Cristiano Zanin.

O grupo é formado por:
• Bernardo Romão Correa Netto (coronel);
• Cleverson Ney Magalhães (tenente-coronel);
• Estevam Theophilo (general);
• Fabrício Moreira de Bastos (coronel);
• Hélio Ferreira (tenente-coronel);
• Márcio Nunes De Resende Júnior (coronel);
• Nilton Diniz Rodrigues (general);
• Rafael Martins De Oliveira (tenente-coronel);
• Rodrigo Bezerra De Azevedo (tenente-coronel);
• Ronald Ferreira De Araújo Júnior (tenente-coronel);
• Sérgio Ricardo Cavaliere De Medeiros (tenente-coronel);
• Wladimir Matos Soares (policial federal).

O caso será analisado pela 1ª Turma do Supremo, formada pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Se a maioria aceitar a denúncia, os investigados viram réus e passam a responder a uma ação penal no STF.

Pelo regimento interno do tribunal, ações penais são julgadas pelas duas turmas da Corte. Como Moraes integra a 1ª Turma, o caso ficará sob responsabilidade desse colegiado.

Outros núcleos

Até agora, apenas a denúncia contra o núcleo 1 foi julgada. Na quarta-feira (26), Bolsonaro e mais sete acusados se tornaram réus por unanimidade.

O núcleo 2 será julgado em 29 e 30 de abril. Os seis denunciados são acusados de organizar ações para “sustentar a permanência ilegítima” de Bolsonaro no poder em 2022.

Já o núcleo 4, que será analisado em 6 e 7 de maio, é formado por acusados de promover desinformação, espalhar notícias falsas sobre o processo eleitoral e realizar ataques virtuais contra instituições e autoridades.

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