Caiado nega existência de “ditadura do STF” no Brasil - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Caiado nega existência de “ditadura do STF” no Brasil

Ronaldo Caiado cobra expulsão de Celso Sabino e diz ser “imoral” manter aliança com Lula e o União Brasil ao mesmo tempo
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Ronaldo Caiado negou a existência de uma “ditadura do STF” no Brasil ao comentar sobre as declarações de Jair Bolsonaro. Em entrevista ao Metrópoles, o governador de Goiás afirmou acreditar que “deverá ser dada a oportunidade de fazer uma ampla defesa” ao ex-presidente no julgamento da Corte sobre a suposta tentativa de golpe.

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“Tentar rotular um poder, de maneira alguma, como democrata que sou, rotularei. Existe um descontentamento por parte do ex-presidente [Bolsonaro] em relação à maneira como está sendo conduzido o processo. Mas, até aí, ser dito ‘ditadura’, não acredito que seja uma ditadura. Acho que deverá ser dada a oportunidade de fazer uma ampla defesa”, disse o político na tarde desta quarta-feira (26).

O governador também afirmou que, apesar de Bolsonaro estar inelegível, ele não está “fora do jogo” nas eleições do ano que vem. “Ele está respondendo a um processo, mas ainda tem todo o período de testemunhas e, da mesma maneira como o ex-presidente Lula pôde competir, o que vai acontecer em 2026, também os advogados dele provavelmente vão exercer tudo aquilo que o Judiciário dá condições de poder reverter uma decisão”, disse Caiado, que já se lançou para a próxima disputa presidencial.

“Então, depois de julgado, há embargos de declaração. Às vezes alguém acolhe, então é muito cedo para dizer que ele estaria fora desse processo. Eu acho que o Bolsonaro é uma peça importante nesse processo e eu tenho certeza absoluta de que o Supremo terá que dar a ele toda a tramitação, em todos os níveis, como se exige em um julgamento extremamente transparente”, completou.

Mais cedo, Jair Bolsonaro e sete aliados foram tornados réus acusados de suposta tentativa de golpe. Os cinco ministros da 1ª Turma do STF votaram a favor de aceitar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

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