PGR apresenta ao STF denúncia por fake news para golpe - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

PGR apresenta ao STF denúncia por fake news para golpe

PGR se manifesta contra ampliação do foro privilegiado

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Por Redação

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou nesta sexta-feira (21) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que receba a denúncia contra um grupo acusado de operar esquemas de desinformação como parte de um suposto plano golpista após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022.

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Segundo a denúncia, os investigados teriam disseminado notícias falsas e promovido ataques virtuais com o objetivo de desacreditar o sistema eleitoral, fortalecer narrativas conspiratórias e aprofundar a polarização no país.

Entre os denunciados, cujas defesas foram contestadas pela PGR, estão militares da reserva e um engenheiro contratado pelo PL para questionar a segurança das urnas eletrônicas:

Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército;
Angelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército;
Reginaldo Vieira de Abreu, coronel da reserva do Exército;
Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, engenheiro contratado pelo PL;
Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército;
Marcelo Araújo Bormevet, policial federal;
Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército.

O jornalista Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, neto do ex-presidente João Batista Figueiredo, também foi denunciado, mas não apresentou defesa prévia. Dessa forma, a PGR não precisou contestar sua argumentação.

Os denunciados são acusados de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado.

Essa é a última manifestação da PGR sobre as defesas dos acusados de tentativa de golpe. Ao todo, 34 pessoas foram denunciadas em 18 de fevereiro de 2025, incluindo Bolsonaro.

A PGR também aponta que, além da tentativa de golpe, a organização investigada teria planejado o sequestro e assassinato do ministro Alexandre de Moraes, além do assassinato de Lula e de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB).

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