STF julga militares acusados do possível plano de morte de Lula, Alckmin e Moraes
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

STF julga militares acusados do possível plano de morte de Lula, Alckmin e Moraes

1ª Turma do STF
Foto: Luiz Silveira/STF

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Grupo de 10 réus, formado por agentes de forças especiais, é apontado pela PGR como responsável por suposta tentativa de golpe

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar nesta terça-feira (11) dez réus acusados de integrar o núcleo operacional de uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O grupo, formado em sua maioria por militares das forças especiais — conhecidos como “kids pretos” —, é apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como responsável por planejar ações armadas contra autoridades.

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Segundo a denúncia, os acusados elaboraram dois planos: o “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Lula e do vice Geraldo Alckmin (PSB), e a “Operação Luneta”, que teria como alvo o ministro Alexandre de Moraes.

O julgamento será conduzido por quatro ministros: Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. O ministro Luiz Fux não participa, após ter sido transferido para outra turma em outubro.

A sessão começa às 9h com a leitura do relatório de Moraes, seguida da manifestação do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, que deve defender a condenação de nove dos dez réus. Para Ronald Ferreira de Araújo Júnior, Gonet pede punição apenas por incitação à animosidade entre as Forças Armadas e instituições, por falta de provas de envolvimento direto.

De acordo com a acusação, os réus compunham o núcleo tático e coercitivo do grupo, “responsável pelas ações mais severas e violentas, que só não se consumaram pela resistência dos comandos do Exército e da Aeronáutica”.

As defesas terão até uma hora cada para apresentar seus argumentos. O julgamento está previsto para se estender até o dia 19 de novembro.

Réus e acusações

Entre os nomes estão o general da reserva Estevam Theophilo, acusado de incentivar o então presidente Jair Bolsonaro (PL) a assinar decreto de ruptura institucional, e o coronel Bernardo Corrêa Netto, apontado por pressionar o comando do Exército a aderir ao plano.

Outros denunciados, como Hélio Ferreira Lima e Rafael Martins de Oliveira, são citados por coordenar ações de inteligência e monitoramento de Moraes, além de elaborar documentos estratégicos para execução dos planos.

O grupo ainda inclui o agente da Polícia Federal Wladimir Matos Soares, acusado de repassar informações de segurança da posse presidencial e auxiliar na elaboração de etapas para o assassinato de autoridades.

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