Alckmin defende que o combate ao crime organizado seja feito “por terra, mar e ar”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Alckmin defende que o combate ao crime organizado seja feito “por terra, mar e ar”

O vice-presidente defendeu que o enfrentamento ao crime organizado precisa unir prefeituras, governos estaduais e a União
O vice-presidente defendeu que o enfrentamento ao crime organizado precisa unir prefeituras, governos estaduais e a União. Foto: Cadu Gomes/VPR

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

VPR elogia sanção de lei que amplia penas para integrantes de facções; Moro, porém critica mudanças

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta segunda-feira (3) que o combate às organizações criminosas deve ser feito de forma integrada e com todos os recursos disponíveis.

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“Organização criminosa deve ser enfrentada por terra, mar e ar”, disse durante o 7º Fórum Paulista de Desenvolvimento, em Itu, no interior de São Paulo.

O vice-presidente defendeu que o enfrentamento ao crime organizado precisa unir prefeituras, governos estaduais e a União.

“É possível ter resultados com inteligência, tecnologia, policiamento ostensivo e um sistema penitenciário eficiente”, afirmou.

Alckmin destacou que o governo federal tem buscado endurecer a legislação contra o crime organizado e mencionou a sanção, na última quinta-feira (30), de uma lei que amplia as penas para integrantes de facções criminosas e reforça a proteção a agentes públicos envolvidos nessas ações.

O texto foi originalmente proposto pelo ex-ministro da Justiça e atual senador Sergio Moro (União Brasil-PR). Após a sanção, porém, Moro criticou alterações feitas durante a tramitação do projeto.

Segundo ele, a nova versão reduz a pena mínima para integrantes de organizações criminosas de três anos para um ano e oito meses, criando o que chamou de “crime organizado privilegiado”.

“O Governo Lula não consegue abandonar a ideia do criminoso coitadinho mesmo com a escalada da violência e do crime organizado no país. Não passa no Congresso esse ponto”, declarou o senador em suas redes sociais na tarde desta segunda-feira.

As declarações ocorrem após a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos (incluindo quatro policiais) nos complexos da Penha e do Alemão. A ação, realizada na última terça-feira (28), foi direcionada contra a facção criminosa Comando Vermelho (CV).

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