VPR elogia sanção de lei que amplia penas para integrantes de facções; Moro, porém critica mudanças
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta segunda-feira (3) que o combate às organizações criminosas deve ser feito de forma integrada e com todos os recursos disponíveis.
“Organização criminosa deve ser enfrentada por terra, mar e ar”, disse durante o 7º Fórum Paulista de Desenvolvimento, em Itu, no interior de São Paulo.
O vice-presidente defendeu que o enfrentamento ao crime organizado precisa unir prefeituras, governos estaduais e a União.
“É possível ter resultados com inteligência, tecnologia, policiamento ostensivo e um sistema penitenciário eficiente”, afirmou.
Alckmin destacou que o governo federal tem buscado endurecer a legislação contra o crime organizado e mencionou a sanção, na última quinta-feira (30), de uma lei que amplia as penas para integrantes de facções criminosas e reforça a proteção a agentes públicos envolvidos nessas ações.
O texto foi originalmente proposto pelo ex-ministro da Justiça e atual senador Sergio Moro (União Brasil-PR). Após a sanção, porém, Moro criticou alterações feitas durante a tramitação do projeto.
Segundo ele, a nova versão reduz a pena mínima para integrantes de organizações criminosas de três anos para um ano e oito meses, criando o que chamou de “crime organizado privilegiado”.
“O Governo Lula não consegue abandonar a ideia do criminoso coitadinho mesmo com a escalada da violência e do crime organizado no país. Não passa no Congresso esse ponto”, declarou o senador em suas redes sociais na tarde desta segunda-feira.
As declarações ocorrem após a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos (incluindo quatro policiais) nos complexos da Penha e do Alemão. A ação, realizada na última terça-feira (28), foi direcionada contra a facção criminosa Comando Vermelho (CV).
