CPMI: Oposição pede prisão preventiva de Tônia Galetti
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Urgente: Oposição pede prisão preventiva de Tônia Galleti por mentir à CPMI do INSS

Relator da CPMI do INSS pede prisão preventiva de Tônia Galetti por falso testemunho e contradições sobre repasses milionários do Sindnapi.
Relator da CPMI do INSS pede prisão preventiva de Tônia Galetti por falso testemunho e contradições sobre repasses milionários do Sindnapi.

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Documento da oposição aponta falso testemunho e contradições sobre repasses

O deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) vai protocolar nesta quinta-feira (23) um pedido de prisão preventiva contra a advogada Tônia Galleti, ex-dirigente do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos).

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O documento, obtido pela reportagem, sustenta que Tônia mentiu sob juramento durante depoimento à CPMI do INSS e apresentou informações falsas com o objetivo de confundir os parlamentares.

LEIA AQUI A ÍNTEGRA DO PEDIDO

Segundo o pedido, as declarações de Galetti na CPMI, prestadas na segunda-feira (20), entram em “flagrante contradição” com os dados bancários e fiscais obtidos após a quebra de sigilo do Sindnapi.

A iniciativa conta com o apoio de quatro deputados da oposição: Coronel Fernanda (PL-MT), Zé Trovão (PL-SC), Fernando Rodolfo (PL-PE) e Bia Kicis (PL-DF).

Tônia na CPMI na última segunda-feira

Durante a última sessão, o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), apontou que os repasses milionários feitos pelo sindicato a empresas ligadas à advogada e a familiares configuram fortes indícios de irregularidades.

A quebra de sigilo revelou pagamentos superiores a R$ 20 milhões feitos pelo Sindnapi ao escritório de advocacia de Tônia, ao marido e a empresas registradas em nome de parentes — entre elas, a Gestora Eficiente Ltda. e a Esférica Assessoria e Sistemas de Informática Ltda.

Durante o depoimento, Tônia negou irregularidades e afirmou que os valores foram fruto de “muito trabalho”. “Tá bom. A gente pode falar ‘isso é uma certa imoralidade. Ah, não deveria estar toda a família lá, mas isso não se trata de crime, porque tem trabalho”, disse à CPMI.

Gaspar rebateu as declarações e afirmou que os dados da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) indicam repasses sem comprovação de serviços prestados. O relator também destacou indícios de tentativa de ocultar o destino dos valores.

O pedido de prisão preventiva foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) com base no artigo 342 do Código Penal, que trata do crime de falso testemunho. O documento defende que a medida é necessária “para resguardar a integridade das investigações e a autoridade da CPMI”.

Tônia Galetti é filha de José Batista Inocentini, fundador do Sindnapi e aliado histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo dados da CGU, a arrecadação do sindicato saltou de R$ 23 milhões em 2020 para R$ 154,7 milhões em 2024, um aumento superior a 560%, em meio a denúncias de descontos ilegais em aposentadorias e filiações não autorizadas.

A CPMI do INSS investiga o desvio de até R$ 6 bilhões de aposentadorias e pensões por meio de cobranças fraudulentas realizadas em nome de sindicatos e associações conveniadas ao INSS.

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