Carlos Viana contesta versão da PF sobre vazamento do Master
Brasília, Quinta, 09 de julho de 2026
Política

Carlos Viana contesta versão da PF sobre vazamento de mensagens do Master

Senador afirma que conversas atribuídas a Daniel Vorcaro já haviam sido divulgadas pela imprensa antes de chegarem à CPMI

Carlos Viana

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O senador Carlos Viana (PSD-MG) contestou a conclusão da Polícia Federal que aponta a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) como possível origem do vazamento de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Em publicação na rede social X, o parlamentar afirmou que a cronologia dos fatos contradiz essa hipótese, já que parte do conteúdo havia sido divulgada pela imprensa antes de a comissão receber oficialmente os dados.

“A Polícia Federal aponta a CPMI como origem do vazamento das conversas de Daniel Vorcaro. A cronologia derruba a versão.”

Segundo Viana, as primeiras mensagens foram publicadas em 6 de março, enquanto os dados telemáticos chegaram à CPMI apenas em 12 de março. O acesso dos parlamentares à sala-cofre ocorreu no dia seguinte.

“As primeiras mensagens íntimas do banqueiro foram publicadas pela imprensa em 6 de março. Os dados telemáticos só chegaram à comissão em 12 de março. O acesso à sala-cofre só foi liberado aos parlamentares em 13. Não se vaza de uma sala-cofre um conteúdo que já estava estampado nos jornais uma semana antes de a sala existir.”

Senador detalha regras da sala-cofre

O parlamentar afirmou que a comissão adotou protocolos rígidos para o armazenamento do material sigiloso.

Segundo ele, o acesso ao local ocorria sem celulares ou equipamentos eletrônicos, com detector de metais, monitoramento por câmeras e registro de todos os acessos.

“Entrada sem celular, sem qualquer eletrônico, com detector de metais, câmeras e um livro registrando data, hora e motivo de cada acesso.”

Viana afirmou que foi responsável pela implantação dessas medidas.

“Fui eu quem impôs esse rigor, para que tudo fosse rastreável.”

Pedido de auditoria

O senador também defendeu a realização de uma perícia completa sobre a cadeia de custódia dos documentos.

“Então que se pericie tudo. Todos os logs. Todas as imagens. Todo o livro de acesso. Do primeiro ao último ponto de manuseio, dentro e fora do Congresso.”

Segundo Viana, não há motivo para receio quanto à apuração.

“Quem montou a sala com câmera e livro de registro não foge de auditoria. Exige.”

Ao final da publicação, o parlamentar criticou o fato de integrantes da CPMI passarem a ser apontados como suspeitos pelo vazamento.

“O que não aceito é ver quem investigou o Banco Master vestido de suspeito, enquanto as mensagens já corriam soltas antes de a comissão sequer tocar no material.”

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade