Deputado detalha atuação da CPMI e envio de pedidos de prisão ao STF
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) comentou nesta sexta-feira (12) durante participação no programa ALive, sobre o impacto das prisões determinadas pelo Supremo Tribunal Federal no contexto da CPMI. Segundo o parlamentar, as medidas são uma resposta à descrença da população nas instituições brasileiras.
“O povo não tem acreditado muito em investigação, punição, porque o Brasil é um país tomado pela corrupção. O país vem de um ciclo de corrupção muito forte: mensalão, petrolão, desvios de emendas parlamentares, desvios nos governos, nos legislativos estaduais. O povo está muito cansado, não acredita na classe política e nos poderes constituídos”, afirmou Gaspar.
Entre os alvos das medidas cautelares, Gaspar citou a prisão de Maurício Camisotti e Antônio Carlos, conhecido como “careca do INSS”.
“Não podíamos deixar esses dois elementos soltos, eles já estavam descobertos. A prisão decretada pelo ministro André Mendonça foi acertada e traz muita credibilidade ao poder judiciário”, afirmou.
O deputado detalhou a atuação da comissão e a origem dos pedidos de prisão, enviados ao STF após aprovação do colegiado.
“Logo nos primeiros trabalhos da comissão eu tive a oportunidade de me aprofundar nos documentos disponíveis e fiz um pedido de prisão para ser direcionado ao STF. O colegiado aprovou e, no dia 1º de setembro, a advocacia do Senado enviou para o Supremo”, explicou.
O deputado concluiu destacando a importância das prisões para reforçar a confiança da população nas instituições.
“O povo brasileiro, repito, está cansado da impunidade”, finalizou.
Assista ao programa na íntegra:
