O deputado negou ter cometido qualquer desvio e afirmou que é alvo de perseguição de Moraes
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) foi indiciado pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de recursos da cota parlamentar, verba destinada a despesas ligadas ao exercício do mandato, como passagens aéreas, combustíveis, aluguel de veículos e alimentação.
O parlamentar é investigado pelos crimes de peculato, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e associação criminosa.
Após ser informado do indiciamento, Gayer publicou um vídeo nas redes sociais dizendo que ele, integrantes de seu gabinete em Goiânia e seu filho foram atingidos pela investigação.
O deputado negou ter cometido qualquer desvio e afirmou que é alvo de perseguição do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
No vídeo, Gayer ironiza a suspeita levantada. Segundo ele, a PF sustenta que a cota parlamentar teria sido usada para financiar atos golpistas de 8 de janeiro, antes mesmo de ele assumir o mandato.
“Eu viajei no futuro, virei deputado, voltei e financiei o 8 de janeiro com cota parlamentar antes de assumir”, disse.
Gayer também afirmou que o inquérito o acusa de usar sua estrutura política para esconder uma escola de inglês e uma loja de roupas, que funcionariam no mesmo imóvel de seu escritório em Goiás.
“Eu escondi uma escola de inglês dentro do escritório político e usei a cota para pagar aluguel. Não é brincadeira, é o que estão dizendo”, declarou.
Gayer é pré-candidato ao Senado por Goiás e afirma ser alvo de perseguição
“Eles tentam me derrubar politicamente. O alvo da vez agora sou eu, que tenho primeiro lugar nas intenções de voto para o Senado em Goiás”, afirmou.
Operação Discalculia
Em outubro do ano passado, Gayer e assessores foram alvo de operação da PF, que cumpriu 19 mandados de busca em Brasília e em cidades de Goiás. Na ocasião, mais de R$ 70 mil em dinheiro vivo foram apreendidos com um assessor do parlamentar.
A investigação apurou que recursos da cota parlamentar foram pagos a uma empresa vinculada a aliados do deputado. A apuração identificou a criação de uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público com documentos falsificados, cujo quadro social incluía crianças entre 1 e 9 anos.
O caso ficou conhecido na corporação como “Operação Discalculia”, devido a irregularidades na data de constituição da organização.
