PF indicia Gustavo Gayer por suspeita de desvio de verba da cota parlamentar
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

PF indicia Gustavo Gayer por suspeita de desvio de verba da cota parlamentar

Em vídeo, Gayer ironiza a suspeita levantada
Em vídeo, Gayer ironiza a suspeita levantada. Foto: Reprodução/ Instagram Gustavo Gayer

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O deputado negou ter cometido qualquer desvio e afirmou que é alvo de perseguição de Moraes

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) foi indiciado pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de recursos da cota parlamentar, verba destinada a despesas ligadas ao exercício do mandato, como passagens aéreas, combustíveis, aluguel de veículos e alimentação.

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O parlamentar é investigado pelos crimes de peculato, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e associação criminosa.

Após ser informado do indiciamento, Gayer publicou um vídeo nas redes sociais dizendo que ele, integrantes de seu gabinete em Goiânia e seu filho foram atingidos pela investigação.

O deputado negou ter cometido qualquer desvio e afirmou que é alvo de perseguição do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

No vídeo, Gayer ironiza a suspeita levantada. Segundo ele, a PF sustenta que a cota parlamentar teria sido usada para financiar atos golpistas de 8 de janeiro, antes mesmo de ele assumir o mandato.

“Eu viajei no futuro, virei deputado, voltei e financiei o 8 de janeiro com cota parlamentar antes de assumir”, disse.

Gayer também afirmou que o inquérito o acusa de usar sua estrutura política para esconder uma escola de inglês e uma loja de roupas, que funcionariam no mesmo imóvel de seu escritório em Goiás.

“Eu escondi uma escola de inglês dentro do escritório político e usei a cota para pagar aluguel. Não é brincadeira, é o que estão dizendo”, declarou.

Gayer é pré-candidato ao Senado por Goiás e afirma ser alvo de perseguição

“Eles tentam me derrubar politicamente. O alvo da vez agora sou eu, que tenho primeiro lugar nas intenções de voto para o Senado em Goiás”, afirmou.

Operação Discalculia

Em outubro do ano passado, Gayer e assessores foram alvo de operação da PF, que cumpriu 19 mandados de busca em Brasília e em cidades de Goiás. Na ocasião, mais de R$ 70 mil em dinheiro vivo foram apreendidos com um assessor do parlamentar.

A investigação apurou que recursos da cota parlamentar foram pagos a uma empresa vinculada a aliados do deputado. A apuração identificou a criação de uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público com documentos falsificados, cujo quadro social incluía crianças entre 1 e 9 anos.

O caso ficou conhecido na corporação como “Operação Discalculia”, devido a irregularidades na data de constituição da organização.

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