Deputado é investigado por suposto esquema de captação ilegal de clientes para ações trabalhistas
O ministro André Mendonça, do STF, retomou o inquérito que investiga o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) por suspeita de integrar um esquema ilegal de captação de clientes para ações trabalhistas. O caso estava paralisado na Corte havia dois anos, segundo o UOL.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo, Paulinho teria recebido R$ 100 mil mensais por facilitar o acesso a listas de trabalhadores demitidos, obtidas por meio de sindicatos. Integrantes do esquema usavam essas informações para oferecer serviços jurídicos por telefone.
A investigação começou em 2018 no Ministério Público Estadual. Com o envolvimento de um parlamentar, a PGR pediu a remessa ao STF. Em 2022, Paulinho perdeu o mandato e surgiu dúvida sobre a instância responsável pelo caso. Em novembro de 2023, ele voltou à Câmara como suplente, o que reativou o foro privilegiado e permitiu o prosseguimento do inquérito.
Paulinho já enfrentou outros processos. Em 2020, foi condenado pelo STF por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha em esquema envolvendo recursos do BNDES, pena revertida após recurso. Ele também foi investigado pela Polícia Federal na Lava Jato e por suspeita de caixa dois na Justiça Eleitoral paulista. O deputado nega irregularidades.
Relator do PL da Dosimetria na Câmara, Paulinho conduziu o texto que reduz penas dos condenados por tentativa de golpe. O projeto foi aprovado pela Câmara e seguirá para análise do Senado antes da sanção presidencial.
