Oposição articula votos enquanto governo libera emendas e tenta derrotar proposta
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), prometeu agora há pouco (16) aos líderes partidários votar a urgência do Projeto de Lei da Anistia amanhã (17). Hoje, fica confirmada a votação da PEC das Prerrogativas, outra prioridade legislativa.
A oposição terá hoje e amanhã para buscar votos suficientes para aprovar a anistia, que beneficiaria presos do 8 de janeiro e o ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo fontes de dentro da reunião revelaram para este site. Motta assegurou aos líderes que pautará sim urgência do texto.
Vale lembrar que o presidente Lula liberou emendas parlamentares para reforçar a base e pressionar deputados a votarem contra a proposta. O governo orienta líderes como Motta e Davi Alcolumbre a priorizar pautas consideradas de maior impacto popular, como a MP do setor elétrico e a isenção do IR para renda de até R$ 5 mil.
Segundo apuração deste site, a base governista tem concordado com pautar o projeto pois acha que tem força para derrotar a pauta. Porém, levantamento interno do PL projeta 282 votos favoráveis, acima do quórum mínimo de 257 deputados, mas abaixo da maioria real necessária para a aprovação do projeto.
O debate ganhou força com a condenação de Bolsonaro no STF, quando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), liderou a articulação da oposição. Ao mesmo tempo, o decano Gilmar Mendes, em evento em São Paulo, reforçou que o Supremo não aceitará anistia ou impeachment como instrumentos de retaliação, criticando divergências internas no tribunal.
**Matéria em atualização
