O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou que tenha coagido o tenente-coronel Mauro Cid durante depoimento no âmbito da delação premiada. “Quando o juiz adverte a testemunha falar a verdade sob pena de falso testemunho, nunca isso foi considerado coação, uma vez que tem que falar a verdade mesmo senão é falso testemunha”, afirmou.
A fala foi feita na tarde desta terça-feira (25) durante julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a suposta tentativa de golpe.
Durante audiência em novembro do ano passado, Moraes ameaçou investigar familiares de Cid e decretar sua prisão caso ele não sanasse contradições em sua delação. “Eu quero fatos, por isso eu marquei essa audiência. Eu diria que é a última chance do colaborador dizer a verdade sobre tudo”, afirmou o magistrado na ocasião. “[…] não vai dizer que não avisei”.
Moraes disse que, ao realizar uma audiência com Cid em novembro do ano passado, o fez depois que a PF pediu a prisão do militar, apontando que ele havia omitido fatos. O pedido contou com parecer favorável da PGR.
“Então, foi dada a chance legal prevista pela lei. A audiência foi marcada para que o colaborador pudesse se manifestar sobre essa imputação que a Polícia Federal havia feito sobre dolosamente ter mentido e omitido fatos objetos da colaboração. O colaborador, no início da audiência, foi advertido assim, como toda testemunha é”, afirmou Moraes.
