Ministro afirma que juízes precisam de “remuneração mais digna” e critica perda de benefícios
O ministro do STF Alexandre de Moraes afirmou nesta terça-feira (2) que integrantes do Judiciário não podem “ter vergonha de defender uma remuneração mais digna”. Ele disse que a retomada dos benefícios por tempo de serviço não representa “corporativismo”, mas uma medida de segurança institucional. A fala ocorreu durante o 19º Encontro Nacional do Poder Judiciário, onde foi aplaudido por uma plateia formada majoritariamente por magistrados.
O salário de um ministro do STF é de R$ 46.366,19, teto constitucional e referência para a remuneração da carreira. A maioria dos juízes recebe valores adicionais, formando os chamados supersalários. Segundo levantamento citado pelo evento, 75,4% dos magistrados ganham o suficiente para integrar o 1% mais rico do país.
Moraes afirmou que a valorização remuneratória evita a saída de quadros qualificados. “Se não, vamos continuar perdendo magistrados para consultor da Câmara ou consultor do Senado, porque lá podem advogar”, disse. Defendeu ainda a volta do adicional por tempo de serviço. “Foi um erro isso. Não é possível que alguém que ingresse ganhe a mesma coisa que alguém que está há 40 anos ou que os aposentados percam vários benefícios e tenham um decréscimo gigantesco nos seus vencimentos”, declarou.
