O governo Lula empenhou R$ 1,15 bilhão em emendas parlamentares entre 23 e 25 de junho, na tentativa de apaziguar o Congresso antes da votação que rejeitou o aumento do IOF. A Câmara aprovou a sustação do decreto por 383 votos a 98, e o Senado chancelou a decisão de forma simbólica. A liberação elevou o total de emendas no ano para R$ 1,9 bilhão, mas não evitou a derrota do Planalto.
Tensão com o Legislativo
A insatisfação dos parlamentares com a lentidão nos repasses já era evidente, com “apenas” R$ 776 milhões liberados até 23 de junho. A aceleração dos recursos não conteve a revolta, agravada por rumores de que o governo tentou transferir ao Congresso o ônus de um possível aumento na conta de luz. A pauta econômica, somada à articulação política fragilizada, culminou na rejeição do decreto do IOF.
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