Em reunião com representantes de ministérios de países das Américas, da Europa e da Ásia, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quinta-feira (16) que o terrorismo de extrema-esquerda está em alta no mundo e precisa ser “esmagado para sempre”.
O encontro foi convocado pelo chefe da diplomacia do governo Donald Trump em Washington para ampliar a coordenação entre governos, fortalecer o compartilhamento de informações e reforçar mecanismos internacionais de aplicação da lei no combate a grupos classificados como terroristas.
Segundo Rubio, a ameaça vem crescendo e exige uma resposta conjunta. “Vocês estão aqui porque isso é real, está piorando e não pode mais ser negado nem ignorado”, afirmou. “Porque chegou a hora de esmagar esse mal para sempre. O fato é que nada do que descrevi agora é novidade. O terrorismo político de extrema-esquerda não é uma invenção recente ou moderna. Não é uma ficção criada por políticos conservadores.”
O secretário também criticou a atuação de autoridades americanas diante de episódios de violência registrados nos últimos anos. “Aqui no meu país, muitas pessoas em posições de poder minimizaram repetidamente atos de violência — e até mesmo de terrorismo —, tratando-os como formas legítimas de expressão política, desde que servissem a uma causa de esquerda”, declarou.
Ao citar os protestos ocorridos após a morte de George Floyd, em 2020, Rubio afirmou: “É por isso que, durante os chamados distúrbios [pela morte] de George Floyd no verão de 2020 — quando criminosos e extremistas incendiaram e saquearam grandes cidades americanas, quase levando o país ao colapso —, governos municipais de todo o país simplesmente se recusaram a processar os autores desses atos de violência e terror”.
A reunião faz parte da estratégia adotada pelo governo Trump para ampliar o combate a grupos de extrema-esquerda. Antes do encontro, os Estados Unidos designaram o Antifa e organizações estrangeiras de extrema-esquerda como grupos terroristas e anunciaram recompensas de até US$ 10 milhões por informações que levem ao desmantelamento das estruturas financeiras dessas organizações.